quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Deficiências do transporte de passageiros são debatidas na Coppe
Abertura XI Rio de Transportes
As deficiências do sistema de transporte público do Rio de Janeiro e as dificuldades para oferecer um serviço com a qualidade e o volume necessitados pela população foram duas das questões debatidas no primeiro dia do XI Congresso de Ensino e Pesquisa de Engenharia de Transportes do Rio de Janeiro – XI Rio de Transportes. O encontro, promovido pelo Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, foi aberto na manhã desta quarta-feira, 21 de agosto, no auditório da Coppe (Sala G-122 do Centro de Tecnologia – CT) e termina no dia 22.
O Rio de Transportes chega à sua 11ª edição fiel à proposta original de discutir alternativas para os problemas do transporte no Rio de Janeiro, que, em vários casos, são semelhantes aos enfrentados em outras capitais do país. O desafio de tornar o transporte público atraente em uma cidade onde o número de veículos particulares nas ruas cresce a cada dia foi um tema que permeou os debates iniciais do evento. A necessidade de investimentos nos sistemas metroviário e ferroviário, a abertura de pistas exclusivas para ônibus e até que ponto as faixas reversíveis têm sido eficientes foram outras questões discutidas.
A sessão de abertura do congresso contou com as presenças do coordenador do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe/UFRJ, Marcio D’Agosto; do presidente do Comitê Organizador do congresso, Paulo Cezar Ribeiro (PET/Coppe); e dos professores Alexandre Rojas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj); e Carlos Gusmão, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na mesa inicial foram levantadas questões como investimentos que consigam atender à demanda do transporte público na região metropolitana do Rio de Janeiro. Na sequência, na primeira palestra do congresso, o secretário municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana de Nova Iguaçu, Rubens Rodrigues Borborema, apresentou o sistema inteligente de transporte ou ITS (sigla em inglês para Intelligent Transportation System) , que será implementado no município da Baixada Fluminense. O sistema, em fase de licitação, prevê em sua primeira etapa, entre outros itens, a implantação de radares fixos e móveis; fiscalização de avanço de sinais; talões eletrônicos de infrações e a instalação do sistema OCRs, de identificação das placas dos veículos, por meio do qual é possível avaliar o tempo que os motoristas gastam para percorrer determinados trajetos na cidade. Segundo Rubens Borborema, 70% da fase inicial do ITS deverão ser concluídos até o fim de 2013.
Na segunda palestra, o engenheiro Willian Aquino, consultor do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude, fez um balanço e apresentou detalhes sobre a operação do sistema de transportes do Rio de Janeiro durante o evento, realizado de 23 a 28 de julho. A mesa contou também com depoimentos dos estudantes Rafael Barbosa e Pedro Boechat, que atuaram como voluntários na Jornada. A sessão contaria ainda com a presença de um representante da CET Rio, cuja direção não autorizou a presença de nenhum de seus técnicos.
Rio de Janeiro terá um carro para cada dois habitantes até 2020
Transito Rio de Janeiro
Entre 2016 e 2020, o estado do Rio de Janeiro terá cerca de 500 automóveis para cada mil habitantes, ou seja, um carro para cada dois moradores. De acordo com a pesquisa, fruto de estudo coordenado pelo professor do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe, Paulo Cezar Ribeiro, a estimativa é de que a frota de 1 milhão 867 mil de automóveis que circula hoje na cidade ultrapasse os 3 milhões até 2020.
Segundo o professor, a tendência do aumento da frota é observada não só na capital, mas também nas cidades de pequeno e médio porte. Nos últimos 10 anos, a frota dos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói cresceu, em média, 28%, enquanto Campos apresentou aumento de 43% e Duque de Caxias e Nova Iguaçu, de 38%.
“As cidades precisam se preparar urgentemente para lidar com esse aumento. É necessário proporcionar ao usuário um sistema público de transporte eficiente, capaz de desestimular o uso do transporte individual”, recomenda Paulo Cezar.
A estimativa é de que a taxa de motorização no estado do Rio seja equivalente à de países desenvolvidos, como Alemanha, França e Inglaterra, que oferecem á população transporte coletivo adequado à demanda , eficiente e de qualidade.
Segundo dados do Denatran, circulam ao todo no Brasil 64 milhões de veículos, sendo 39 milhões de automóveis. Uma taxa de motorização de 315 veículos, que engloba automóveis, utilitários e camionetas por mil habitantes. Com essa tendência de crescimento da frota, o professor da Coppe estima que a partir de 2020 o país totalize 95 milhões de veículos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Novos trólebus de 15 metros com marcha autônoma começam a circular em São Paulo

 


Começaram a circular as 10 primeiras unidades dos trólebus de 15 metros de carroceria Caio BRT em São Paulo, veículos estes que fazem parte do segundo lote de 50 carros, que completarão 101 trólebus com chassi Scania. Outras 5 devem começar a operar nos próximos dias.
Com mudanças na armação superior, sendo mais alongada até a parte traseira do ônibus, estes trólebus possuem sistema de baterias, que dão autonomia ao veículo a andar de 5 a 7 km sem estar conectado com a rede elétrica, minimizando as frequentes falhas que o sistema registra todos os dias.
Depois da chegada deste lote, São Paulo vai receber mais 10 trólebus de 12,5 metros da mesma carroceria, só que com o inédito chassi Volkswagen MAN para esta aplicação. Só que estas unidades não serão dotadas da tecnologia de baterias. Apenas 51, dos 202 trólebus que operam na cidade terão esta funcionalidade.
 VLT de RECIFE-PE




O VLT de Recife é um sistema de metrô de superficíe que está sendo implantado na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco.  O modelo foi apresentado pelo Governo do Estado como alternativa para melhorar a mobilidade urbana do Recife durante e após a Copa do Mundo FIFA de 2014.
O sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) terá 30,0 km de extensão , e foram gastos pela CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) R$ 110 milhões . O sistema terá 60 estações ao total ('com as atuais') e terá 6 linhas . ]

Dados do VLT

O VLT recifense prevê um sistema com 7 metrôs e 4 composições cada . Cada um dessas composições comporta até 200 passageiros . O intervalo será entre 5 e 11 minutos e no horário de pico poderá ter uma demanda de até 10 mil passageiros . A tarifa prevista , é de R$ 1,95 . Cada uma das estações deverá receber um módulo de transporte coletivo tradicional (Ônibus).
A velocidade máxima pode atingir 100 quilômetros por hora (km/h) mas a média de velocidade vai ficar em 50 quilômetros por hora (km/h) .

Tabela do Sistema

 

LinhaTerminaisExtensão (km)EstaçõesDuração das viagens (min)Funcionamento
1Camaragibe ↔ Moreno ↔ Recife2020Entre 5 e 15Todas,exceto a estação de Moreno
2Jardim São Paulo ↔ Macaxeira------Aproximados de 15------Em Obras
3Ilha do Leite ↔ PE-15------12Entre 5 e 20Em Obras
4Largo da Paz ↔ Cajueiro Seco------12------Todas
5Cabo de Santo Agostinho ↔ Massangana------7------1
6Cajueiro Seco ↔ Curado------5 (exceto 2 que são as que integram)------3 em obras







 

TREM COM DISPOSIÇÃO DE MUITOS ERROS SOCIO-AMBIENTAIS EM SEU INTERIOR

Chinês CNR 2012
 
 
Da serie: Mobilidade urbana Supervia
Conceito errado de transporte coletivo em modal ferroviario, visando o transporte em massa, sem preocupação com o passageiro e seu bem estar socio ambiental. Todos voltados para o maior numero de pessoas em pé do que sentados. Nota-se os corredores amplos e largos e os assentos de forma desconfortavel à viagem. Os balaustres pega-mão em locais estratégicos para agrupar maior numero de pessoas descendo o indice de ocupação ao nível mais alto entre 9/10 por m², no mínimo.

 TREM CHINES DA CNR COM MUITOS ERROS de CONFIGURAÇÃO INTERNA.
Bancos de menos, mau posicionados de lado e de costas, balaustres demais e em posição entre portas bloqueando entradas e saidas, muitos espaços nos corredores como prioridade, podendo levar ate 1000 pessoas em pé contra 600 sentadas, ar condicionado sem aferição correta de termostato, que passa dos 27 graus para até 16 graus, sem nenhum controle, causando desconforto e gerando alto grau socio ambiental aos usuarios.


 
 
 
Coreano/Rothem 2010

sexta-feira, 14 de junho de 2013

 

Transporte gratuito é realidade em cidades brasileiras

GABRIELA VIEIRA
Agência Estado 14.06.2013. 07:05 hs.
A tarifa zero para o transporte coletivo, uma das bandeiras levantadas pelos manifestantes que protestam contra o aumento da passagem em São Paulo, já é uma realidade em cidades do interior do Brasil. Os municípios de Porto Real, no Rio de Janeiro, Ivaiporã, no Paraná, e Agudos, em São Paulo, oferecem a gratuidade do transporte.

Somadas, as populações das três cidades não ultrapassam os 100 mil habitantes, enquanto a capital paulista possui mais de 11 milhões de moradores, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da diferença de tamanho territorial e populacional, alguns especialistas nas áreas de Mobilidade Urbana e Administração Pública acreditam ser possível a aplicação da tarifa zero na capital.

"A tarifa zero independe do tamanho da cidade. Ela é possível, mas depende do planejamento financeiro de cada município. Numa cidade do tamanho de São Paulo, o planejamento técnico precisa ser muito maior, além de envolver também os governos estadual e federal", explica Lúcio Gregori, que foi secretário de Transportes da cidade durante a gestão de Luiza Erundina (PT), em 1990. Ele foi responsável pelo projeto da tarifa zero para a cidade, que acabou não sendo votada pela Câmara de Vereadores na época.

Gregori afirma que a gratuidade do transporte coletivo já é uma realidade - e bem sucedida - em cidades de médio porte em outros países. "Nos Estados Unidos, há 32 cidades com média de 400 a 500 mil habitantes que adotam a tarifa zero". Especialistas em Mobilidade Urbana e Administração Pública da Unicamp e da Unesp também destacam a experiência em diversas cidades de médio porte da Europa, entre elas a capital da Estônia, Talinn. Sidney, na Austrália, também oferece linhas de ônibus gratuitas. No Brasil, a cidade de Paulínia, que fica a 118 km de São Paulo e tem mais de 82 mil habitantes, teve tarifa zero até 1990.

Na época em que administrava a pasta, a proposta de Gregori era subsidiar as tarifas dos ônibus (de responsabilidade da Prefeitura) com a arrecadação do IPTU - que é um tributo municipal. A ideia era realizar um aumento proporcional ao valor do imóvel, "assim casas de luxo e imóveis comerciais teriam uma elevação maior de tributo". Segundo o ex-secretário, o projeto não chegou nem a ser votado por disputa política e de interesse econômico das empresas que detêm a concessão dos transportes. "Mas uma pesquisa feita em dezembro de 1990 revelou que 76% da população era favorável ao aumento do imposto, desde que destinado ao transporte público."

Segundo as secretarias de Transporte das cidades brasileiras que praticam a tarifa zero, o subsídio é 100% sustentado pela arrecadação municipal, mas não exclusivamente do IPTU. "A tarifa zero é uma questão de investimento do transporte coletivo em detrimento do individual, de socialização dos recursos do transporte urbano", resume o especialista em Administração Pública da Unesp, Álvaro Guedes.

Prós e Contras

Quem defende a ideia argumenta que o transporte coletivo gratuito traz ganhos econômicos para a cidade. "Em primeiro lugar todas as atividades econômicas só são viáveis a partir do momento em que a população consegue acessar o seu local de trabalho", diz Gregori. Redução de veículos particulares nas ruas, diminuição do congestionamento, menos tempo perdido no trânsito e, consequentemente, maior produtividade do sistema é outra lógica favorável à gratuidade. Os especialistas apontam ainda que com a diminuição do trânsito o próprio custo do transporte público por passageiro cairia significativamente.

Já o professor Diogenes Costa, especialista em Mobilidade Urbana da Unicamp, acredita que o tamanho continental do Brasil e a complexidade das vias urbanas impedem a aplicação da tarifa zero em cidades maiores. A qualidade do transporte público já oferecido somada a um aumento significativo da demanda que a ausência de cobrança geraria geram questionamentos.

Tarifa cara

A tarifa de transporte em São Paulo está cara. Apesar da discussão em relação à viabilidade de uma tarifa zero na cidade, essa é uma opinião unânime entre os especialistas contatados pela reportagem. O subsídio existente e a recente isenção do PIS e do Cofins não seriam os únicos instrumentos para reduzir o preço das passagens, acreditam. Entre outras medidas, eles destacaram a desoneração de outros impostos, como do IPI sobre componentes dos veículos, o subsídio de combustíveis e a realocação de investimentos hoje voltados para o transporte individual. "É totalmente possível reduzir a tarifa atual", afirma o ex-secretário.

MagLev-Cobra uma linha experimental.